“As possibilidades de felicidade
São egoístas, meu amor. Cazuza”
Peguei a barra-forte, e subi os quatro ou cinco quilômetros em direção à Zona Eleitoral, fui buscar o velho passe pro inferno, no caso o título de eleitor. Passei em alguns outros lugares, que por fim estão cada vez pior, e é por isso que acabo sempre almejando cada vez mais o meu conforto ou, meu luxo sem se misturar com essas coisas deploráveis. Simplesmente porque não me fazem bem.
Deixo os papéis na velha Zona, onde uma senhora me atende. - Eu já havia feito metade do trabalho dela pela internet, em um site do governo que facilita a nossa presa, e o trabalho dos atendentes da Zona. O Sol racharia qualquer crânio humano mal acostumado, havia chovido a noite passada e ainda existia algumas goteiras e dois grandes baldes no chão, dentro do Bordel Eleitoral. Um senhor não tão velho quanto à senhora, estava colocando as fotos do seu celular no computador da fétida Zona Eleitoral. Na parede alguns cartazes, para quem quisesse ser voluntário para mesário nas eleições. Os voluntários ganhariam dois dias de folga no trabalho, um vale coxinha, e qualquer outro papel que diz que você foi um mesário voluntário na eleição de dois mil e dez, pra mim isso seria completamente inútil. Depois subo na Caixa Econômica e deixo mais um pouco da minha repulsa por lá.
Fumo um cigarro, e não consigo fuma-lo inteiro. Está calor, e no calor eu dividia cigarros, ainda não acostumei meu pulmão a um cigarro inteiro, ainda mais nessas condições. Comprei uma Sukita de uva, estava gelada, bebi até dar a sensação de congelamento do cérebro. Ainda tinha metade, estava em uma ótima temperatura, mas a quantidade de gás já me fez lacrimejar e não sentir mais tanto prazer na Sukita de uva. Não estava me sentindo bem em não dividir mais as coisas. Algumas coisas, só são realmente boas a dois. É ótimo estar rodeado por dezoito pessoas. Mas a dois a gente consegue descobrir o mundo, descobrir sobre nós dois. Diversão a dois. Alguns chamam de baixinho, e baixinha, outros de nego e nega. Outros chamam de amor, amorzinho, amado. Esposa, marido. Eu chamo o meu e ele vem. Ele me chama e eu vou. “Viver a liberdade / E amar de verdade / Só se for a dois.”

menino, eu adorei seus textos. tu escreve muito bem.
ResponderExcluirblza gustavo?Cara é a primeira vez que leio o seu blog,egostei muito dos escritos,pois é bem leve e simples,falando coisas simples do dia a dia.Referencias sobre a sukita por exemplo foi um lance leggal.tente colocar mais icones de cultura pop,musica,quadrinhos,filmes,seriados,etc....Grande abraço.Carlos.
ResponderExcluirTinha um blog tb,sobre música independente,mas PS:por falta de tempo e outros fatores,resolvi encerrar os serviços por lá.